quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sonho parece verdade, quando a gente esquece de acordar

 - Eu imagino que ele venha, com um ar de conquistador, montado no seu cavalo branco alado, e me salve de tudo aquilo. É ai que entra a felicidade que eu tanto falo para vocês. - Dizia com olhos brilhando e um ar de sonhadora.
 - Manu, a gente já te disse que não existe essa de príncipe encantado ou de felizes para sempre...
 - É! Até parece que ainda tem 5 anos. Cadê o teu papai noel, fofa?
Todas as três riram e debocharam da minha cara. Elas sempre me falaram isso, mas eu senti que dessa vez era sério. Priscila era quem comandava o grupo, Tati e Isa a seguiam. Quem eu chamava de melhores amigas, estavam agora, tentando me tirar do que meu plano de realidade. Mas e se fosse verdade?! E se o mundo fosse tão ruim como elas falam?! Me sentia ruim só de pensar. O MEU mundo estava desabando. Então eu resolvi reparar, e os irmãos Toller não eram ogros como eu imaginava, eles só eram feios, Geovanna e as pinkladies não eram bruxas... Para onde foi a magia?! Elas me fizeram ver o mundo de outro jeito e eu não gostara nada disso. "Manu, a futura princesa do reino, se sentia agora, pior que uma plebeia." É, era assim mesmo que eu me sentia. Minhas roupas não eram vestidos, e muito menos bonitos. Eu usava um tipo de uniforme branco e preto. E aquele lugar... argh, eu odiava aquele lugar. Ele era tão sujo que mais se parecia com uma prisão. Mas foi quando eu percebi que minha diretora não era um sapo... Ah, eu derramei lágrimas - que por mais incrível que pareça, não eram azuis - e eram lágrimas tão profundas e verdadeiras, que não paravam de escorrer pelo meu rosto. Acabei adormecendo por ali, no pátio do que vocês chamam de "escola". E como se não bastasse esse mundo novo, eu, de repente, tive a estranha sensação de estar caindo, e quando me virei não havia chão sob meus pés, nem a escada ao meu lado... Não havia nada, só uma completa escuridão e aquela sensação estranha. Quanto mais eu me movia, mais claro ficava. e eu me via mais perto de desabar no chão. Eu já havia desistido, afinal não valia mais a pena com o mundo assim. Foi quando avistei asas. Enormes asas brancas de um cavalo. E montado nele estava o que eu costumo chamar de príncipe. Ele me salvara de tudo aquilo com o ar conquistador de sempre. E eu me senti mais segura, como se meu mundo tivesse voltado. Mas eu olhei para frente e vi as pinkladies se mordendo de raiva, falando e mexendo em alguma poção. Mas não usavam as roupas costumeiras de bruxas, usavam aqueles uniformes. Todos ali vestiam aquela roupa brega. Já não sabia mais em que mundo eu estava vivendo. E de repente eu vi os gêmeos Toller. Um ogro e outro não. Até achei que minha cabeça explodiria agora. Contudo, eu vi duas criaturas conversando que me chamaram a atenção. Gritei de longe: " Tati! Isa!". E fui correndo ao encontro delas, quando percebi que elas haviam sido transformadas nas coisas que mais odeiam ou acreditam ser impossíveis. A Tati era um ciclope grande, gordo e feio, a Isa era uma bola gigante(isso prova o quanto algumas garotas realmente odeiam esportes). Eu segurei para não rir, quando notei que Priscila não estava ali. Tentei puxar na memória algo que ela detestasse, e senti um formigamento estranho no pé direito. Me abaixei e peguei o que achava que era uma aranha, quando ouvi os gritos de Priscila: " Me solte! Por favor! Nos faça voltar ao normal." Tati e Isa repetiram em uníssono: "Nos faça voltar ao normal!".
 - Vocês fizeram isso com vocês mesmas. - Respondi com o sorriso mais confiante no rosto.
Senti uma cutucada em minhas costas, quando me virei e abri os olhos, a magia se fora, de novo. Eu estava no mundo de Priscila. Em um piscar de olhos - literalmente - tudo aquilo se acabara. O sino que indicava o final das aulas acabara de tocar. Eu me levantei meio tonta, mas feliz. Eu tinha acabado de descobrir que o mundo podia ser como eu quisesse, bastava minha imaginação. E quando passei na frente de Priscila, Tati e Isa, o sorriso confiante voltou, e como se eu não tivesse controle de meus atos fui falar com elas:
 - Obrigada, pela oportunidade.
As três me olharam torto, como se eu fosse o ogro da história. Eu continuei como se aquela reação fosse normal:
 - Muito obrigada a vocês pela oportunidade de aprender a ser escroto. Pelo visto, bem necessário nesse mundinho né?! - E saí, abraçada no meu príncipe e montada no seu cavalo voador.




Pauta para blorkutando. Acho que devo agradecer ao Digão por me fazer sonhar tão alto, a ponto de criar a Manu. Esse texto não seria nada sem você. Não sei bem qual a mensagem desse texto, mas é como diz o bom e raro Anitelli: " imagino que cada um aqui deve ter um sonho, e se a gente aprender a olhar para ele, vai perceber que ele tá muito perto"

3 comentários:

AH.orta disse...

OK. Sim, eu amei. Com certeza eu faço parte do "grupinho" dessa "Tati, Isa e Priscila", mas acho que eu não acabo com os sonhos dos outros '-'.
Fuve, sim, eu amei. Muito. -primeirocoment- boa sorte pra vc, my godinha, e me espere no próximo ;D
:*

Any Silveira disse...

fuuuve, qeria ser o 1º comentário .-. mas nem deeu..
entãao, fiicou muuito boom meeesmo :D
adoreei desde o início.
1ª a ler, eu achoo! *---*

Fuve disse...

Geente, muito obrigada =D
e sim any, você foi a primeira a ler