quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ele era um herói.

Ele mal tinha chegado aos seus cinco anos. Ou sete. Ninguém nunca soube dizer. Desde pequeno mostrava-se um verdadeiro herói. E naquele dia, o mundo estava em suas mãos. Se ele fosse como uma criança normal, nunca saberia o que fazer, mas ele foi treinado para este dia. Ele havia ensaiado exatamente cada passo, e sabia o que fazer se algo desse errado, mas mesmo assim o coração batia a mais de mil dentro do peito. Ele tinha uma roupa especial e talvez, até um nome especial.
Naquele dia, aproximadamente à meia noite, o mundo estava prestes a explodir. É, literalmente explodir. Como em todas aquelas histórias clichês, ele tinha um arquiinimigo. A diferença é que seu arquiinimigo não tinha sete anos e não era apenas um garotinho. Para falar a verdade, era um grupo de vilões de mais ou menos uns 20 anos. Mas isso não o deixava com medo. O único fato que o temia, era que o mundo estava em suas mãos, e qualquer erro seria fatal. 
O grupo de garotos, ao qual vamos chamar de Leviatã, não tinha objetivo algum em fazer o que faziam. Eles chamavam atenção sendo daquele jeito. O mundo todo os conhecia. Era isso que eles ganhavam. Fama e poder era o bastante para aqueles quatro.
Coby Sterling, o herói da nossa história, teve uma pequena mutação em seu DNA que o deixou diferente das outras pessoas. Ele não sentia dor, ele era forte, ele tinha um raciocínio mais veloz e alguns dizem inclusive que ele quase podia voar. O defeito no seu DNA não foi programado e não era hereditário, então ele era realmente o único que podia salvar o mundo. E Leviatã era o único que podia acabar com ele. 
Essa mutação os tornava um tanto quanto imunes ao forte calor. Com uma idéia magnífica de chamar total atenção, Leviatã colocou uma bomba no centro da Terra. Complicado demais para uma mera humana entender ou explicar. Tudo o que Coby tinha que fazer era ir ao centro da Terra e dar um jeito. Simples né?
Não, é muito mais do que complicado. Com sua afinidade em magnetismo, ele estava ligado ao centro da Terra, o que o mataria se algo acontecesse por lá. Mas mesmo assim, ele estava disposto a ir.
Ele tinha uma maquina especial, que o levaria até o núcleo. A viagem seria um pouco longa. Dentro de doze horas ele estava lá. Já eram 22 horas. O tempo todo se passavam perguntas instigadoras em sua mente. O calor que fazia lá, era comparado ao sol. Mas Coby não sentia nada. A partir daquele instante ele estaria sozinho. Ele fechou a porta da maquina, abortando tudo. As horas se passaram até ele conseguir achar a bomba. Cada passo que ele dava lá era meticulosamente perigoso. Com toda certeza, ele tinha consigo um relógio de pulso, que olhava a cada minuto. A última vez que se lembra de ter olhado nele eram exatamente às 23h59min. Ele estava com a bomba na mão. Olhou o relógio e viu que não dava mais tempo. Mas ele não podia desistir. E por mais incrível que fosse ele já havia pensado nisso. Havia apenas uma chance. Ele conseguiria destruir a bomba. Ela explodiria, mas causando estragos bem menores, não chegando a atingir nem todo o núcleo. Mas como ele estava ligado ao centro da Terra, então essa explosão causaria fortes estragos nele. Ele estava ciente, que depois de meia noite ele não passava. Bastava que ele puxasse os fios, assim como é nos filmes. Ele tinha o destino do mundo em suas mãos. Não veio nenhum flashback de toda sua vida na mente. Ele apenas fechou os olhos e viu o retrato de seu pai e sua mãe sorrindo dizendo: "Coby, você é um herói.". Naquele instante ele nem precisou usar poder algum. Puxou todos os fios e continuou de olhos fechados. Foi então que ele sentiu o forte calor e esperou que tudo aquilo se acabasse. 



Pauta para 67ª edição conto/história do Bloinques.

Um comentário:

AH.orta disse...

afinidade com magnetismo, ahn...
onde será que eu já ouvi isso ;D
parabéns fuvete, mucho bom.
tava sentindo falta de ler suas histórias - mangás, peggy's e beni's tiram minha atenção do mundo, saca? ;D