quinta-feira, 29 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
E eu ainda penso em você.
Querida importância,
Quero que saibas que eu chorei noites por causa daquele bilhete. É, nunca pensei que já fariam seis anos desde que te conheci. A gente mudou tanto. Não vou começar a falar de como era naquele tempo, ou de como tudo pôde se transformar tão rápido. Não quero que esta carta fique grande, e não quero chorar mais. Você sabe que apesar de fria por fora, sua pequena garotinha é tremendamente extremista por dentro. Eu queria dizer que eu sinto sua falta, que você ainda é alguma coisa na minha vida. Mas você sabe que eu não vou, você sabe que eu não tenho coragem. Então fica por isso mesmo. A gente se afasta, e se for destino, a gente se une. Pelo lado bom, a parte de se afastar já foi. E esse tal de destino me fez chorar e tomar pra coragem pra escrever(ninguém aqui falou em entregar). Por fim, eu quero te pedir uma coisa: Seja feliz. Tem tanta coisa nessa vida que vai te atrapalhar, tanta coisa que vai te aborrecer... Mas esquiva-te disso meu menino. O mundo gosta do teu sorriso de dentes tortos, que chega a ser fofo. Então... seja feliz. Mas seja comigo.
Ps: Você sempre será importante pra mim.
24/09/11 - Caneta vermelha e folha com linhas pretas, dobrado duas vezes, totalmente torto. Quebrei nossa regras.
Já eram quase três horas da madrugada de sábado. Ela entrara em casa sorrindo das coisas bobas que aconteceram naquele dia. "Sempre as coisas mais bobas me fazendo sorrir. Boba acabo sendo eu." Tira a sandália de salto com um certo alivio por poder colocar os pés no chão. Mexe a ponta dos dedos, como se certificasse que ainda podia se mover. Cheira a gola da jaqueta de couro. Tinha o perfume dele. Sorri, agora muito mais boba. Tira cautelosamente a calça, ainda no escuro, e a joga em cima de qualquer coisa. Anda até o banheiro, ainda com a jaqueta de couro e o perfume exalando entre os cachos de seu cabelo. Revista cada partícula da jaqueta antes de abandoná-la pela casa. E no primeiro bolso, assim de cara, acha um papel. Pega-o toda ansiosa. No começo, ela achou estranho que estivesse logo no bolso esquerdo, mas não percebeu tal estranheza. O papel era de um caderno simples, com linhas azuis."Do jeito certo", pensou. Dobrado para a direita em quatro partes idênticas. Ou ela estava paranoica, ou aquele bilhete vinha de alguém paranoico. Escrito sem seguir as linhas,("pra que isso, diria ele.", pensou ela.) e por uma caneta preta as palavras: "Você é importante pra mim." A data em baixo dizia: 23/09/05. Após segundos de lembrança, nota-se um "ainda" de caneta vermelha, colocado entre as palavras você e é, com a nova data em cima: 23/09/11. Amassou o papel e os seus olhos se encheram de lágrimas. Agora, nem perfume ou dor nos pés fariam diferença. Sabia que aquele bilhete, toda aquela paranoia, até a letra quase bonitinha, vinham de alguém muito mais importante que perfumes ou noitadas de sábado. Mas ela nunca admitiria. "Então demonstre", chegou a falar em voz baixa, como se o papel fosse respondê-la. Fechou os olhos, deixando lágrimas escorrerem pela bochecha rosada, e lavarem todo aquele perfume, se esquecendo completamente que havia sorrido hoje. "Quem dera, demonstrasse eu.". E dormiu, chorando no banheiro, abraçada na jaqueta de couro. Mas longe da gola. Com a mão no bolso esquerdo.
Pautas para 85ª Edição Conto/História e 61ª Edição Cartas do Bloínques.
Quero que saibas que eu chorei noites por causa daquele bilhete. É, nunca pensei que já fariam seis anos desde que te conheci. A gente mudou tanto. Não vou começar a falar de como era naquele tempo, ou de como tudo pôde se transformar tão rápido. Não quero que esta carta fique grande, e não quero chorar mais. Você sabe que apesar de fria por fora, sua pequena garotinha é tremendamente extremista por dentro. Eu queria dizer que eu sinto sua falta, que você ainda é alguma coisa na minha vida. Mas você sabe que eu não vou, você sabe que eu não tenho coragem. Então fica por isso mesmo. A gente se afasta, e se for destino, a gente se une. Pelo lado bom, a parte de se afastar já foi. E esse tal de destino me fez chorar e tomar pra coragem pra escrever(ninguém aqui falou em entregar). Por fim, eu quero te pedir uma coisa: Seja feliz. Tem tanta coisa nessa vida que vai te atrapalhar, tanta coisa que vai te aborrecer... Mas esquiva-te disso meu menino. O mundo gosta do teu sorriso de dentes tortos, que chega a ser fofo. Então... seja feliz. Mas seja comigo.
Ps: Você sempre será importante pra mim.
24/09/11 - Caneta vermelha e folha com linhas pretas, dobrado duas vezes, totalmente torto. Quebrei nossa regras.
Já eram quase três horas da madrugada de sábado. Ela entrara em casa sorrindo das coisas bobas que aconteceram naquele dia. "Sempre as coisas mais bobas me fazendo sorrir. Boba acabo sendo eu." Tira a sandália de salto com um certo alivio por poder colocar os pés no chão. Mexe a ponta dos dedos, como se certificasse que ainda podia se mover. Cheira a gola da jaqueta de couro. Tinha o perfume dele. Sorri, agora muito mais boba. Tira cautelosamente a calça, ainda no escuro, e a joga em cima de qualquer coisa. Anda até o banheiro, ainda com a jaqueta de couro e o perfume exalando entre os cachos de seu cabelo. Revista cada partícula da jaqueta antes de abandoná-la pela casa. E no primeiro bolso, assim de cara, acha um papel. Pega-o toda ansiosa. No começo, ela achou estranho que estivesse logo no bolso esquerdo, mas não percebeu tal estranheza. O papel era de um caderno simples, com linhas azuis."Do jeito certo", pensou. Dobrado para a direita em quatro partes idênticas. Ou ela estava paranoica, ou aquele bilhete vinha de alguém paranoico. Escrito sem seguir as linhas,("pra que isso, diria ele.", pensou ela.) e por uma caneta preta as palavras: "Você é importante pra mim." A data em baixo dizia: 23/09/05. Após segundos de lembrança, nota-se um "ainda" de caneta vermelha, colocado entre as palavras você e é, com a nova data em cima: 23/09/11. Amassou o papel e os seus olhos se encheram de lágrimas. Agora, nem perfume ou dor nos pés fariam diferença. Sabia que aquele bilhete, toda aquela paranoia, até a letra quase bonitinha, vinham de alguém muito mais importante que perfumes ou noitadas de sábado. Mas ela nunca admitiria. "Então demonstre", chegou a falar em voz baixa, como se o papel fosse respondê-la. Fechou os olhos, deixando lágrimas escorrerem pela bochecha rosada, e lavarem todo aquele perfume, se esquecendo completamente que havia sorrido hoje. "Quem dera, demonstrasse eu.". E dormiu, chorando no banheiro, abraçada na jaqueta de couro. Mas longe da gola. Com a mão no bolso esquerdo.
Pautas para 85ª Edição Conto/História e 61ª Edição Cartas do Bloínques.
domingo, 25 de setembro de 2011
Criando conceito pra tudo que restou
Já me disseram que você é a pessoa errada. Mas esqueceram de perguntar se eu quero a pessoa certa.
(ou eu posso me basear no Luís Fernando Veríssimo)
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Longe, mas Gostoso.
Ligação nem tão inesperada, mãos suando, corpo gelado, e o coração?! Quase tendo um taquicardia. A primeira vez que se ouve a voz. Voz doce que sopra aos ouvidos um monte de gírias. Sorrisos infinitos ao ouvir a palavra "gosto" do outro lado da linha. O jeito brincalhão é comprovado pelo que já se conhecia antes. Por telefone relembram-se cartas e promessas, talvez até casos antigos. Uma simples palavra que já traz tanta coisa à mente. Mais uma vez, o fato de tudo fazê-lo parecer tão bom e real, traz a nostalgia de um abraço nunca sentido, mas que de tanta vontade por ambos os lados, quase se sente no "tchau, adorei sua voz."
"1 mensagem nova: ouvir sua voz alegrou meu dia..."
Pronto, agora eu já tenho coisas suficientes para pensar e sorrir pelo resto da semana.
E era exatamente essas palavras que eu procurava para colocar no fim do texto(ouvir sua voz alegrou meu dia), que só de falar em você, eu já não quero que tenha fim, entendes?
O titulo é uma brincadeira com teu nome. haha
"1 mensagem nova: ouvir sua voz alegrou meu dia..."
Pronto, agora eu já tenho coisas suficientes para pensar e sorrir pelo resto da semana.
E era exatamente essas palavras que eu procurava para colocar no fim do texto(ouvir sua voz alegrou meu dia), que só de falar em você, eu já não quero que tenha fim, entendes?
O titulo é uma brincadeira com teu nome. haha
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Talvez o que consola, é pensar que em seis meses tem mais.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Falta pouco tempo no relógio como um dia.
Sobra tanta falta de paciência que me desespero. Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo. Sobram tantos medos que nem me protejo mais. Sobra tanto espaço dentro do abraço. Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo ♪
- O teatro mágico.
No começo, não era mais do que alguns amigos, quiçá de longe, meros conhecidos. No máximo dois ou três mais íntimos no meio daqueles incontáveis. O tempo foi passando, o que antes era um aceno de mãos, hoje é abraço apertado. Vozes roucas, dedos cheio de calos... Mas as reuniões de sábado, segunda, terça... a semana inteira é muito mais do alguns desgastes e uma canseira enorme. Sabiam que quando precisasse de ver um sorriso, bastava ir ali. Sabia que quando precisasse chorar, ali encontraria quantos ombros fosse preciso. Pode ser em uma reunião de madrugada, com pizza, violão, uns amigos, músicas repentinas, a alta madrugada e toda diversão possível, ou no calor de abraços e choros no meio da multidão em plena praça à tarde... Seja como for, são muito mais do que alguns amigos. São anjos, são a família e sendo o que for... vou sempre levar comigo.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Felicidade?
Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"
O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"
O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!
- O teatro mágico.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Relatos da morte.
A garota estava sentada em um banco da praça, e anotava tudo. Olhava ao redor e observava os olhares, o andar, os sons.. e anotava. Era como se houvesse uma voz em sua cabeça que dissesse: "Olha o mundo a sua volta. Me diga o que você vê, o que te chama atenção?". Ela seguia e era fiel às palavras da voz, a anotava no bloquinho preto o que ela via. As vezes ela olhava pra cima, como se pensasse em palavras novas e, imagino eu, que a voz soprava os sinônimos na tua mente. De vez em quando ela até sorria. Penso que ela e voz pensaram na mesma palavra. Parecia tão sozinha pra quem não a via como eu vejo. De longe, uma garota escrevendo na praça em um dia de sol. Havaianas ou pés descalços, rosto ao vento. Parecia ter mil histórias para contar pela forma como escrevia no bloquinho. Deitou no banco, talvez a voz não estivesse falando mais. Um garoto chegou perto dela. Pareciam se conhecer. Consegui ler em teus lábios: " Sorte nossa, hein. Encontrar alguém pra dizer que é só meu." Ela entregou o bloquinho preto pra ele. Andou até sair da praça e chegar na rua. Não olhou ao atravessar, e virou-se para o sentido contrário dos carros. Nesse instante imaginei até o timbre da voz: " Quem te disse pra viver sem poder ir na contramão? ". Ela sorri de novo, e andou de frente para a fila de carros que desciam a avenida com toda velocidade. Possivelmente o primeiro carro a viu, pois olhou de uma forma assustada, os próximos três notaram algum alavanco ao passar onde ela estava estendida como um tapete, mas com toda certeza o quinto já não sabia o que havia acontecido. E eu culpava a voz, criada por minha mente.
Acho que não ficou bem claro, mas no título eu quero dizer que a história é contada pela morte. E ah, o texto é baseado em duas músicas novas do Scracho: Som sincero e Incompleto. Estava sentindo falta de matar alguém por aqui. Acho que é só! (:
Acho que não ficou bem claro, mas no título eu quero dizer que a história é contada pela morte. E ah, o texto é baseado em duas músicas novas do Scracho: Som sincero e Incompleto. Estava sentindo falta de matar alguém por aqui. Acho que é só! (:
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Não se preocupe.
- Vai dar tudo certo. - Disse ele ao me ver com olhos marejados
"Mas só depois que der tudo errado." Minha mente repetia.
"Mas só depois que der tudo errado." Minha mente repetia.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Sim garoto, essa é pra você.
"Tentei sentir raiva, desprezo, desejo ou qualquer outra coisa, mas droga… Era amor."
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
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