segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Distúrbios bipolares.
Acho que era pra tá doendo muito mais. É, com certeza meu coração não sabia o que fazer na hora que eu li aquilo. Primeiro, quando vi seu nome, ele disparou. Depois que eu li tudo aquilo, ele se acalmou demais e não queria nem bater mais. E quando eu acabei e digeri todas aquelas palavras que pareceram ditas com tanta calma, ele batia disrítmico. Mas agora, não doí e nem vontade de chorar eu tenho. Eu já chorei mais por você. Quando você foi embora pela primeira vez, eu desabei em lágrimas escondida no quarto. Mas agora... eu até sorrio. Sempre quis que fosse assim, que depois de uma tremenda queda, eu levantasse e sorrisse. Mas é tão ruim essa sensação vaga de que eu poderia estar, sei lá... pior?! Acho que sou um pouco masoquista. O incrível é que você expõe as palavras tão bem que eu começo a me culpar, como se eu não devesse ter dito nada. E eu volto atrás e peço desculpas. E eu me lembro de tudo, e começo a sorrir.
domingo, 6 de novembro de 2011
Mudanças.
Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!
T.B.
sábado, 5 de novembro de 2011
Uma canção sobre o amor, ah o amor...
Eu te vi hoje de novo. É, dessa vez eu pensei que não sentiria nada. Mas quando eu o vi sorrindo enquanto tocava no meu violão... ah, e tocando a nossa música ainda. Então eu pensei em falar com você. Mas ai eu lembrei que falta uma coisa: a coragem. Tudo que você faz eu tomo como uma indireta. Você me apresentou outra música hoje. E explicou a história inteira, como você sempre faz. Eu achei ela linda, como sempre acho. E cheguei em casa rápido só pra poder ouvi-la. E quando eu ouvi, a primeira coisa que pensei foi que ela fica muito mais bonita na tua voz. Com a tua voz, com o teu sorriso de fundo enquanto falava que ficaram "cada um feito um picolé". Aaah, assume que você quer mexer comigo, só pra eu não achar que tô ficando louca vai. Eu já disse que você tocou nossa música? Tocou, olhando pra mim e sorrindo. Maldito sorriso esse o seu viu?! Isso chega a me deixar louca. Mas eu garanto, que dá próxima vez que você sorrir assim, e simplesmente sair... quem sabe eu me atiro pela janela do oitavo andar ou como uma torta de amora no jantar?
Música dessa vez.
Música dessa vez.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Atuando.
Disfarçado finjo ser outro.
Em um palco vazio, me escondo em frente à plateia. Hipócrita. Cruel.
Em cartaz, uma vida qualquer. Medíocre artimanha, do jeito que quiser mostrar.
As cortinas sobem, cansadas. De novo, o velho espetáculo.
E lá o público. Eufórica turba.
Regozijo diante da imitação falsa de suas próprias verdades.
Enceno o fim e enfim começo.
Em um palco vazio, me escondo em frente à plateia. Hipócrita. Cruel.
Em cartaz, uma vida qualquer. Medíocre artimanha, do jeito que quiser mostrar.
As cortinas sobem, cansadas. De novo, o velho espetáculo.
E lá o público. Eufórica turba.
Regozijo diante da imitação falsa de suas próprias verdades.
Enceno o fim e enfim começo.
#Arranquei do Girassóis no escuro. Pra quem já assistiu "As melhores coisas do mundo" é o Blog do Pedro. A foto, sou eu.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Acordar de madrugada sem saber o que fazer.
Assistia a cena calado, afinal, eu não poderia fazer nada mesmo. Minhas mãos estavam acorrentadas no braço da cadeira e minha boca tampada com uma faixa. Não havia mais ninguém naquela sala e a tensão do video era suficiente. Uma garota loira, não muito alta, mas pelo que via, bastante forte e rude. Um garoto moreno, cabelos cacheados, alto. Ele era meu melhor amigo. Ela?! Minha ex namorada. A imagem não era muito boa, por isso não se notava o rosto dos protagonistas, mas eu os reconhecia. Estavam em algum lugar meio abandonado, a câmera escondida, e talvez por isso o som também era difícil de entender. Mas os movimentos deles me agonizavam. Tudo começou bem sedutor, e pensei que aquilo seria alguma brincadeira para me fazer ficar com raiva do Rodrigo. Logo nos 10 primeiros segundos, ela tira uma arma da bota. Aponta pra cabeça dele, e grita coisas como: "Eu te disse pra me ajudar, e você teria o quer. Seu inútil." Eu me remexia inquieto na cadeira. Gritava me sufocando cada vez mais com aquele lenço preto. Já fazia quase um ano que meu namoro com ela tinha acabado. O motivo parece estar claro né. Mirela sempre foi muito controladora, e eu suspeitava de suas traições. Mas Rodrigo, ele nunca pareceu estar envolvido nas tramas dela. Foi meu ouvinte esse tempo todo, me escutava falar até a falta que eu sentia dela. Meu cérebro relacionava as coisas aos poucos. Rodrigo era quem esteve do meu lado desde que eu e Mirela terminamos. Seus conselhos normalmente diziam para que eu voltasse pra ela apesar de tudo. Seria tudo uma trama? Ele chorava por piedade no video. Ela dizia ter me visto com outra, e ele dizia que tentou me impedir. O casal perfeito, querendo arruinar minha vida.
- Eu te disse que se ele não voltasse pra mim, queria ele morto.
- Acha que eu seria capaz de matar meu melhor amigo? Nem pelo prazer de estar com você. Só fiz isso tudo pelo sexo.
Então era isso? Os dois estiveram juntos esse tempo todo tentando fazer com que eu voltasse para Mirela. Rodrigo sabia que eu a amava, mas nunca voltaria pra ela. Ele me queria morto. Neste instante já havia desistido de lutar contra a cadeira, e deixava lágrimas caírem pelo meu rosto. De raiva ou dor talvez.
- Me de uma segunda chance.
- Nem com cem chances você conseguiria.
Ouviu-se o gatilho da arma sendo puxado. O silêncio agora era forte. A respiração dele era notável. Ela dá alguns pra trás, e atira. De olhos fechados e tremendo. Joga a arma no chão e sai correndo. Rodrigo caiu no chão no mesmo instante, o sangue da cabeça manchava todo o chão. Não sabia o que sentir. Minhas mãos foram soltas da cadeira e eu nem havia percebido. Uma voz sai de algum lugar da sala:
- Esse era seu melhor amigo? Ela já foi sua namorada? Você precisa mudar suas companhias, Pedro. Na mesa do seu lado tem a arma que Mirela usou para matar Rodrigo. Você é digno de usá-la para matá-la?
O sentimento de vingança tomava conta de mim. E de repente eu sorria. Um sorriso maligno formou em meu rosto. Então era isso? Rodrigo passou um ano me ouvindo, para ajudar Mirela a me ter de volta, quando tudo que ele queria, era o prazer de estar com ela. Sabendo que ela não me teria, ele me mataria pois foi o acordo deles. Não sendo capaz de encostar as mãos repugnantes dele em mim, ele morre. Apesar de assustadora, essa informação era a única que fazia sentido. Até porque, pra quem acorda em uma sala desconhecida, amarrado a uma cadeira de ferro, com videos e vozes estranhas, nada parece ter sentido. A única coisa que parecia fazer sentido, era o meu desejo de matar Mirela.
- Eu te disse que se ele não voltasse pra mim, queria ele morto.
- Acha que eu seria capaz de matar meu melhor amigo? Nem pelo prazer de estar com você. Só fiz isso tudo pelo sexo.
Então era isso? Os dois estiveram juntos esse tempo todo tentando fazer com que eu voltasse para Mirela. Rodrigo sabia que eu a amava, mas nunca voltaria pra ela. Ele me queria morto. Neste instante já havia desistido de lutar contra a cadeira, e deixava lágrimas caírem pelo meu rosto. De raiva ou dor talvez.
- Me de uma segunda chance.
- Nem com cem chances você conseguiria.
Ouviu-se o gatilho da arma sendo puxado. O silêncio agora era forte. A respiração dele era notável. Ela dá alguns pra trás, e atira. De olhos fechados e tremendo. Joga a arma no chão e sai correndo. Rodrigo caiu no chão no mesmo instante, o sangue da cabeça manchava todo o chão. Não sabia o que sentir. Minhas mãos foram soltas da cadeira e eu nem havia percebido. Uma voz sai de algum lugar da sala:
- Esse era seu melhor amigo? Ela já foi sua namorada? Você precisa mudar suas companhias, Pedro. Na mesa do seu lado tem a arma que Mirela usou para matar Rodrigo. Você é digno de usá-la para matá-la?
O sentimento de vingança tomava conta de mim. E de repente eu sorria. Um sorriso maligno formou em meu rosto. Então era isso? Rodrigo passou um ano me ouvindo, para ajudar Mirela a me ter de volta, quando tudo que ele queria, era o prazer de estar com ela. Sabendo que ela não me teria, ele me mataria pois foi o acordo deles. Não sendo capaz de encostar as mãos repugnantes dele em mim, ele morre. Apesar de assustadora, essa informação era a única que fazia sentido. Até porque, pra quem acorda em uma sala desconhecida, amarrado a uma cadeira de ferro, com videos e vozes estranhas, nada parece ter sentido. A única coisa que parecia fazer sentido, era o meu desejo de matar Mirela.
Pauta para 90ª Edição Conto/História do Bloínques.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Muda o rumo do teu caminho e vem comigo.
- Oi, tudo bem?
- Bem, e você?
- Indo.
- Até hoje? Aonde você quer chegar?
- Quando eu chegar lá eu vejo.
- Viajante sem rumo.
- Viajante eterno. Em busca de um tesouro que ele nem sabe se existe.
- E se existir?
- Se existir ele talvez o encontre.
- E se não existir?
- Ele vai morrer tentando.
- Mas como ele vai saber quando achar?
- Ele não vai saber.... só vai sentir.
- Ah, isso de sentimento não dá muito certo comigo. Boa sorte pra ele. Vai ter muita gente dizendo pra ele parar, que já encontrou o tesouro dele.
- Não, ninguém o vê. Ele caminha sozinho.
- Então o tesouro dele deve ser alguém
- Talvez, ninguém sabe. Pode ser qualquer coisa.
- Se de sorte ele não precisa... discernimento. (:
- Acho que a sorte já ajuda.
- Bem, e você?
- Indo.
- Até hoje? Aonde você quer chegar?
- Quando eu chegar lá eu vejo.
- Viajante sem rumo.
- Viajante eterno. Em busca de um tesouro que ele nem sabe se existe.
- E se existir?
- Se existir ele talvez o encontre.
- E se não existir?
- Ele vai morrer tentando.
- Mas como ele vai saber quando achar?
- Ele não vai saber.... só vai sentir.
- Ah, isso de sentimento não dá muito certo comigo. Boa sorte pra ele. Vai ter muita gente dizendo pra ele parar, que já encontrou o tesouro dele.
- Não, ninguém o vê. Ele caminha sozinho.
- Então o tesouro dele deve ser alguém
- Talvez, ninguém sabe. Pode ser qualquer coisa.
- Se de sorte ele não precisa... discernimento. (:
- Acho que a sorte já ajuda.
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